Tecnologia

Pandemia faz mercado financeiro adotar realidade virtual

 A realidade virtual deixou de ser usada apenas por jogadores de videogames e está sendo aproveitada pelo setor financeiro como uma forma de animar o trabalho remoto para operadores solitários e executivos isolados.

Com 90% dos funcionários de algumas das maiores instituições financeiras do mundo agora trabalhando em casa devido ao aumento das infecções por coronavírus, mais e mais empresas estão experimentando a tecnologia de realidade virtual.

Na gestora Fidelity International, os executivos testaram um auditório em realidade virtual, conversando com colegas e até andando de um lado para o outro pelos corredores.

“Trabalhar em casa acelerou enormemente o interesse por espaços virtuais/online”, disse Stuart Warner, chefe de tecnologia da Fidelity International, que tem 3,3 trilhões de dólares em ativos sob gestão.

A realidade virtual pode ser útil não apenas para realizar reuniões, mas também para ajudar a aliviar a sensação de isolamento e dar a alguns funcionários a sensação de estarem no ambiente no qual prosperam.

O UBS fez experiências fornecendo os óculos inteligentes HoloLens, da Microsoft, para seus operadores de Londres, o que, segundo o banco, permite que a equipe recrie em casa a experiência do pregão.

A experiência de trabalho em realidade virtual tem um preço alto - o HoloLens 2 custa 3.500 dólares cada.