Moda

Naomi Campbell é a madrinha da moda nigeriana

Luvas de proteção, óculos de acrílico, máscara facial, macacão de proteção, e muitos lenços bactericidas. Este foi o look de Naomi Campbell no aeroporto que fez manchetes, em maio, no início da pandemia. Ainda vivendo em um mundo com o mesmo vírus, Campbell decidiu sair de seu confinamento para uma nobre visita. No último sábado, ela embarcou para Lagos, Nigéria, para participar do Arise Fashion Week. 

Em entrevista ao The Guardian, ela contou que participaria virtualmente da semana de moda, como em quase todos os eventos em 2020. Mas então pensou, “quer saber? Eu quero ir e trazer consciência aos trabalhos. Isso é importante em muitos níveis, porque a Arise dá a esses jovens designers uma plataforma para serem reconhecidos globalmente, para serem abraçados por semanas de moda em todo o mundo e realmente serem incluídos.”

O evento anual conta com trinta designers com até trinta anos de idade, dá palco e U$ 5 mil para que eles desenvolvam seus trabalhos. Uniformizada com os apetrechos anti vírus e bactérias, apenas durante o trânsito à Nigéria, a modelo desfilou para a marca Tzar Studios. A marca também recebeu U$ 100 mil, por ser escolhida como vencedora por uma lista de jurados.

Ainda ao The Guardian, Campbell contou sobre o silenciamento do continente africano e os feitos criativos do lugar, “houve, no passado, uma percepção errada sobre o continente e a criatividade que surge dele”, disse ela. “Agora, todo mundo meio que entendeu, finalmente – por exemplo, que a Nigéria é um dos maiores mercados emergentes com menos de 30 anos, então todo mundo está olhando nessa direção. Mas não queremos que a África seja considerada uma tendência.”

Outro ícone da moda, Anna Wintour, à convite de Campbell, participou virtualmente do evento, dizendo que “a moda não pode ser falada somente por designers europeus e americanos, precisa ser uma voz global, principalmente por vozes que nunca puderam ser ouvidas antes.”